Vacinação contra a gripe

Campanha iniciou ontem

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Os ACES (Agrupamentos de Centros de Saúde), no qual se integra o da Lezíria, executam planos de contingência para fazer face ao aumento de idas às urgências originadas por este tipo de ocorrências. Este habitual fenómeno, decorrente das temperaturas baixas que se fazem sentir, está no seu pico devendo estes organismos articularem-se com as administrações das unidades. A Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo constitui, de acordo com o assessor de imprensa Agostinho Esteves “um grupo de trabalho que tem por objetivo minimizar os efeitos negativos das vagas de frio na saúde de toda a  população da Região de Lisboa e Vale do Tejo, durante o período de 15 de novembro de 2014 a 31 de março de 2015”.

Como prevenir
A vacina contra a gripe, totalmente comparticipada para estes grupos de risco através do Sistema Nacional de Saúde (SNS), é a solução encontrada pelo Ministério coordenado por Paulo Macedo como ferramenta de minimização dos efeitos da doença. O período de tempo dispendido com esta ação ronda os cinco minutos e, de acordo com a instituição, a eficácia é garantida.
De acordo com dados publicados por este organismo, estima-se que até à última semana de 2014 já tenham sido administradas mais de 910 mil doses, cerca de 82% das vacinas gratuitas disponíveis no SNS. A utilizada em Portugal possui um caráter trivalente, querendo com isto dizer que protege contra outras mutações associadas ao vírus da gripe que se podem desenvolver durante o Inverno.
Outra forma de se precaver prende-se com os hábitos de higiene, que poderão garantir a sua imunidade. Ao evitar o contacto com pessoas infetadas, lavar as mãos com muita frequência, proceder à utilização de lenços de papel descartáveis e tossir para o antebraço ao invés das mãos já está a diminuir o risco de contágio. Ainda, e através das palavras do gabinete de comunicação da ARSLVT, o “reforço dos cuidados de higiene e vestuário adequado (agasalhos, várias camadas de roupa) e a promoção e garantia de uma alimentação adequada (líquidos e refeições quentes) ” são outros dos conselhos deixados.
De reforçar que enquanto o tratamento em crianças e pessoas com menos de 65 anos é relativamente rápido e eficaz, com sintomas que nunca vão além de moderados, para os idosos e doentes crónicos o caso complica-se. Nestas últimas circunstâncias, a prevenção é de extrema importância.

A vacina

Embora seja segura e produza os efeitos desejados, deve vacinar-se todos os anos: a possível mudança do vírus não garante que fique protegido permanentemente. O seu preço varia entre 3.64€ e 3.81€, um valor um pouco mais abaixo (2.77€-2.90€) para quem beneficia do regime especial de comparticipação, ou seja, pensionistas com baixos rendimentos.
O material genético do vírus é a componente-base da vacina, todos os anos alterado depois dos estudos efetuados pela Organização Mundial de Saúde. Ao aglomerar e analisar informações fornecidas por mais de 100 laboratórios espalhados por todo o mundo, as vacinas são depois fabricadas contendo as variantes do vírus mais prováveis de aparecerem em cada ano.

Notifique, sempre!

O INFARMED, Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, desenvolve desde 1992 um sistema de farmacovigilância – ou seja, pretende melhorar, cada vez mais, a qualidade e segurança dos medicamentos. Esta necessidade surge em defesa do utente e da saúde pública e é realizada através das notificações enviadas pelos consumidores de remédios que causaram uma reação adversa sem que estivesse enumerada nas suas instruções. Com cada vez mais informações são garantidas as medidas de segurança, contínua eficácia dos medicamentos e, em casos extremos, efetivar formas de diminuir o risco desses nefastos efeitos secundários.
Em caso de dúvidas, deve consultar o portal online do INFARMED ou falar com o seu médico.

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