Jovem escritor Bruno Andrónico, dos Foros de Salvaterra, em entrevista

Charles Bukowski é a sua grande inspiração

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Bruno Andrónico tem 18 anos e está neste momento a ingressar no ensino superior. Nasceu em Santarém, mas passou toda a sua vida nos Foros de Salvaterra. Recentemente publicou o seu primeiro livro, intitulado 17. O Expresso da Lezíria foi conhecer melhor este jovem autor.

Expresso da Lezíria - Quando nasceu a sua paixão pela escrita?

Bruno Andrónico - Esta paixão foi surgindo aos poucos, as composições de tema livre no básico e no secundário eram uma alegria, escrevia textos uns mais sérios, mas na sua grande maioria eram textos loucos, textos divertidos, até que um dia no meio de uma aula de Português, no 12º, comecei a pensar em escrever um poema, ali a “sangue frio”. Foi assim que surgiu o meu primeiro poema, o “Bolha.”. A partir dai, nunca mais parei, e a escrita tornou-se a minha grande paixão.

EL - Quais os seus escritores de eleição?

BA - Pessoa, foi quem me inspirou a começar a escrever, a sua maneira de descrever a vida, inspirou-me a escrever sobre a minha. Saramago é um dos meus preferidos, o Ensaio sobre a Cegueira está no meu top. Mas o meu preferido é Charles Bukowski, comecei por excertos na internet, e já vou a caminho do terceorp livro dele. A vida boémia, a maneira como ele escreve, sobre o que escreve cativa-me bastante.

EL - Como surgiu a ideia de escrever um livro?

BA - A ideia de escrever um livro nunca esteve na minha cabeça, até uma apresentação na feira do livro da escola. A Andreia Alves, foi apresentar o seu livro e a minha professora incentivou-me a mandar alguns textos para a editora. Levei sempre a situação na desportiva e resolvi mandar. Nunca pensei que fosse escolhido para ser editado.

EL - Sobre o que versa 17?

BA - 17 fala de revolta, de amor, de saudade, de felicidade, enfim, fala do misto de sensações que penso que todos sentimos durante os 17 anos.

EL - Como tem sido acolhido?

BA - Desde o lançamento que tenho recebido mensagens de pessoas a dizerem que se identificam com o que escrevi e que gostaram muito. É uma sensação muito boa saber que as pessoas gostam do que eu escrevi.

EL - Já existem ideias para publicações futuras?

BA - Existem… mais poemas, onde eu pelo menos já noto alguma diferença em relação aos do “17″. Mas não existe ainda uma ideia definida para um próximo livro.

EL - De que forma viver no concelho de Salvaterra influencia (ou não) aquilo que redige?

BA - Influenciou no aspecto em que foi onde tudo o que escrevo se passou, foi onde vivi enquanto escrevi, foi onde escrevi todos os meus poemas, e vai influenciar todos os meus poemas pois foi onde cresci e onde criei mais memórias.

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