Guardas-noturnos poderão vir a patrulhar o concelho

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A Câmara de Benavente vai estudar a criação de um corpo de guardas noturnos, para reforçar a vigilância e a cooperação com a GNR. Esta força militarizada estará com dificuldades de recursos humanos para enfrentar as mais recentes ocorrências existentes no concelho. Em resultado disso, para o vereador Luís Semeano (PS) estará a crescer entre a população um sentimento de insegurança “plenamente justificado”. Ultimamente, recordou, tem ocorrido uma sequência regular “de assaltos a carros, casas, caixas de multibanco, alguns deles com danos físicos e psicológicos para as vítimas e respetivos familiares”.
Carlos Coutinho, presidente da Câmara (CDU), não partilha contudo dessa visão pessimista, pois “não sente que o concelho de Benavente viva um sentimento generalizado de profunda insegurança”. A seu ver, “a população ainda circula no dia-a-dia relativamente à-vontade.”
Ainda assim, a proposta de Semeano visando a criação do corpo de guardas noturnos seria aprovada por unanimidade no executivo municipal benaventense.
Na verdade, até já há um regulamento concelhio que define as áreas de intervenção para os guardas-noturnos. É um normativo aprovado há alguns anos, numa altura em que, aparentemente, haveria algum interesse pelo exercício desta atividade. Só que os interessados nunca apareceram.
Como a regulamentação da atividade de guarda-noturno está ser revista na Assembleia da República, provavelmente a Câmara terá que atualizar o actual normativo.
Além de estudar a criação de guardas-nocturnos, a autarquia irá certificar-se junto da GNR de que as zonas de maior risco estão devidamente identificadas. Tendo em conta os locais mais apetecíveis onde têm ocorrido os assaltos, terá de haver aí um maior patrulhamento regular. E, também em articulação com a GNR, os serviços da autarquia farão um levantamento dos locais que mais carecem de reforço de iluminação pública.

GNR está desmotivada

Em Benavente, além do número de efectivos ser muito escasso — há 15 anos havia mais guardas, para menos população — os agentes indiciam desmotivação.
Muitos militares estão a viver em situações “deveras complicadas” e com más “condições remuneratórias”, queixam-se os sindicatos das forças militarizadas. Ora, considera o presidente da Câmara, Carlos Coutinho, “quem não está de bem com a vida, dificilmente está de bem com o exercício da sua profissão.”
Acrescenta o autarca serem públicos os constrangimentos de meios ao dispor dos militares da GNR, quer ao nível dos gastos com o combustível, quer ao nível das viaturas que lhes são disponibilizadas. “São bastante antigas e em número diminuto, fatores que também diminuem a capacidade de desenvolver o patrulhamento”, explica.
Além disso, afirma o edil, “a GNR assumiu um conjunto de funções administrativas, como sejam as notificações que decorrem do Tribunal, entre outras, que envolvem também um conjunto significativo de militares que têm que estar afetos a um serviço administrativo no posto”. Em sua opinião, isto reduz os efectivos para vigilância, quando, afinal a Guarda “deveria estar junto das populações”.
Benavente tem uma excelente rede viária, factor importante para o desenvolvimento. Só que, por outro lado,essa rede facilita a perpretação de crimes por elementos vindos do exterior. “A fuga também é fácil”, sublinha Carlos Coutinho.

One Response to Guardas-noturnos poderão vir a patrulhar o concelho

  1. O facto de estar de existirem iniciativas parlamentares em nada impede o licenciamento de Guardas-Nocturnos, pelo facto de ser isso mesmo, uma iniciativa, sendo que o PCP tem uma desde 2012, pelo que tal não pode ser um entrave ao licenciamento.

    Ao serem licenciados novos Guardas-Nocturnos estarão a criar postos de trabalho e a reforçar a segurança comunitária, uma vez que um Guarda-Nocturno exerce uma actividade Para-Policial, sendo um agente encarregue de um Serviço Público, no exercício da actividade subsidiaria e complementar da actividade das forças e serviços de segurança do Estado, revestido de poder de autoridade inerente ao serviço público que desempenha, sem quaisquer encargos para o erário público.

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