Com cerca de seis meses de existência

Associação de Danças e Cantares fomenta tradições seculares

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O Expresso da Lezíria foi conhecer o trabalho da Associação de Danças e Cantares da Várzea Fresca. Encontrámos este grupo etnográfico no Centro Cultural e Desportivo da Várzea Fresca, também utilizado como Pavilhão de Festas, espaço emprestado pela Associação das Festas da Amizade. Esta entidade fornece, gratuitamente, água, luz e o aluguer da área. A história é, ainda, curta mas já com uma mão cheia de “estórias” para contar.
Este grupo é recente. A 10 de setembro de 2014 registaram o rancho e o primeiro ensaio realizou-se em finais de outubro do ano passado. Para que este projeto se concretizasse, contaram com o precioso apoio jurídico da Câmara Municipal de Salvaterra de Magos, destacado por Almerinda Feijão, que os ajudaram na escritura do registo.
A associação principiou com apenas quatro pares, tendo este número aumentado chegando agora a uma dúzia. De acordo com Almerinda Feijão, Presidente da Direção, “o elemento mais novo, uma menina, tem apenas dois anos e a senhora mais velha tem 82”. Refere, ainda, que começaram “do nada, contando sempre com o inestimável apoio das pessoas da Várzea Fresca através de um peditório realizado para registar o rancho e em que toda a população aderiu”.
Ensaiam todos os domingos, a partir das 15h30, propositadamente por causa das pessoas. “É o dia em que se junta mais gente para ver. Como vivemos numa terra tão pequena, só com dois cafés, o pessoal vem todo aqui. Conseguimos juntar gente de todas as idades”, afirma. Para além do aperfeiçoamento dos passos, num trabalho meticuloso por parte do ensaiador e dos membros do rancho, os ensaios são também um momento de convívio. “No intervalo, reunimos para o bolo e o cacau”, numa “tradição recuperada e trazida para o dia do folclore”, diz Almerinda Feijão. Depois da degustação do lanche, “cada um dá o que pode”, para que se possa angariar dinheiro para futuras representações fora da terra.
Os fatos utilizados são, maioritariamente, elaborados pelos elementos do rancho. “Como as pessoas gostam de colaborar, oferecem tudo aquilo que sabem fazer”, frisa Almerinda Feijão. As conjugações da vivência rural com as necessidades da prática da labuta diária definem-se num guarda-roupa muito rico, apropriado a cada momento de vida. Cria-se, em palco, uma palete cromática que persiste com o passar dos anos. Um sem fim de costumes e trajes que aos poucos fizeram a nossa tradição, e que continua muito intrincado no seio da população.

Ultimados os preparativos para o batizado do rancho
Antes da primeira saída oficial, é habitual o simbolismo do batismo. Depois de escolhidos os padrinhos, que neste caso é o Rancho Regional dos Foros de Salvaterra, durante a cerimónia “fazem uma bênção da bandeira e metem as fitas”. Com a posterior graça do Senhor Prior, “o rancho passa a ser cristão, tal e qual como se faz com as crianças”, segundo Almerinda. A cerimónia em causa tem como principais propósitos a fé e votos de sucesso futuro e realizar-se-á dentro das próximas semanas.
A apresentação inaugural será no dia 13 de março, durante o mês da enguia, que decorre em Salvaterra de Magos durante todo o mês.

One Response to Com cerca de seis meses de existência

  1. Jose luis mendes Alves Responder

    Março 7, 2015 at 0:32

    Este é o fruto de mt trabalho e dedicação de todos nós

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