Bienal de Coruche – Percursos com arte

Uma nova explosão artística nas ruas do centro histórico de Coruche

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De 26 setembro a 11 de outubro. Tal como na edição de 2013, estarão dez artistas a concurso, com instalações artísticas, nas estruturas pré-definidas pela organização, com um suporte de 6 m x 3m (estrutura metálica tipo outdoor) cujo tema da obra teria de ir de encontro às mais-valias do concelho, sejam elas históricas, naturais, patrimoniais, sendo o objetivo primordial o da promoção e divulgação do território. Deste modo, de 26 de setembro a 11 de outubro, ao percorrer as ruas do centro histórico de Coruche terá oportunidade de contactar com variadas formas de expressão artística, que não deixarão ninguém indiferente pelo impacto que irão produzir na vila. O Prémio Distinção Bienal de Coruche no valor de 4000 euros e as demais menções honrosas que o júri entender nomear, será entregue no próprio dia da inauguração.

A decorrer paralelamente ao concurso nacional, a Bienal de Coruche envolve uma vez mais a comunidade local, desta feita com a colaboração de 450 pessoas de 20 instituições do concelho (desde creches, ATL, IPSS, Grupos de Convívio, Associações Sénior), que irão vestir artisticamente em malha sob o tema da manta lobeira, a Praça da Liberdade e o Largo do Pelourinho. “Vestida de Lobeira” , assim designada, contou com a utilização de 900 novelos de lã que correspondem a 171 000 metros de fio. As pedras da calçada, varandas, fachadas, os troncos das árvores, as papeleiras, floreiras, as esplanadas do café, uma bicicleta e até um carro, serviram de inspiração para “vestir” estes espaços com os cerca de 2594 revestimentos.

A programação cultural destas semanas, incluí também a exposição Espaço Malhas, patente na galeria do Mercado Municipal de Coruche, um espaço dedicado à história dos lanifícios, processos de produção, informação relativa à intervenção “Vestida de Lobeira” que irá contar com a presença de duas artesãs da região a trabalhar ao vivo e um espaço de trabalho e convívio que se pretende que seja vivido diariamente.

Também a comunidade local expressou o território, através dos olhares de fotógrafos amadores e profissionais de Coruche, numa exposição de fotografia que pontua as ruas do centro histórico, no percurso pré-definido para a Bienal. A não perder!

Os ARM Collective, convidados pela organização da Bienal de Coruche para desenvolver um mural durante o decorrer do evento, são dois conceituados graffitters do panorama da arte ubana (street art) em Portugal, Gonçalo Ribeiro aka MAR e Miguel Caeiro aka RAM, que se juntam para realizar diferentes intervenções. Em Coruche, os artistas estarão a trabalhar uma pintura mural – técnica mista (acrílico/tinta plástica) designada “Vigilantes”, intervindo no edifício inacabado na Rua Júlio Maria de Sousa. Produção a ser acompanhada pelo público entre 25 a 28 de setembro.

Segundo a descrição conceptual dos artistas “Decidimos basear a nossa intervenção numa lenda local que remonta ao ano de 1166, aquando da conquista por D. Afonso Henriques aos Mouros. Conta-se que o Monarca, ao chegar de Santarém para tomar o castelo, terá avistado dois frondosos pinheiros, em cujas copas pousavam duas corujas. O rei terá, então, dito “Estamos a chegar à terra das corujas” batizando, assim, a povoação. A Coruja é a ave soberana da noite. Para muitos povos a coruja significa mistério, inteligência, sabedoria e conhecimento.(…) Queremos prestar um tributo à Terra, à nossa História e acima de tudo dar a conhecer aos transeuntes que a Arte também ela é importante para perpetuar ações e encher corações e chega a lugares onde tantos outros movimentos não conseguem, como as Corujas.”

PROGRAMA

26 DE SETEMBRO

15h30 – Abertura Oficial da Bienal de Coruche – Percursos com Arte

Entrega do Prémio Distinção “Bienal de Coruche
Apresentação do projeto Envolvências Locais 2015
Local: Auditório do Museu Municipal de Coruche

16h00 – Espetáculo de Abertura – “Coruche meets Pop Art”
Associação Cultural Conta Cenas e co-produção dos Caducado – Associação Cultural
Local: Pátio do Museu Municipal de Coruche

16h30 – Visita guiada ao Percurso Bienal de Coruche – Percursos com Arte e Envolvências Locais:
ARM Collective, artistas de arte urbana executam peça ao vivo
Praça da Liberdade “Vestida de Lobeira”
Espaço Malhas – Galeria do Mercado Municipal
Obras a concurso e exposição de fotografia no percurso definido

Henry Nesbitt e Sofia Leitão (autores de Ponte Para Todos os Mundos) vão participar com uma performance ao vivo, andando entre os convidados com mochilas equipadas com sistemas de áudio, com sequência de som, interagindo com o público.

No fim da visita será servido um Porto de Honra no pátio do Museu Municipal.

3 DE OUTUBRO

15H30 – Colóquio Bienal de Artes
Oradores convidados:
José Fabião – fotógrafo e coordenador dos cursos de Fotografia da ETIC, Escola de Tecnologias, Inovação e Criação
Tema: “A Fotografia nas redes Sociais”
NEOFOFO – Tiago Custódio e Patrícia Simões
Tema: Projeto Neofofo – A calçada portuguesa como nunca viu
Rosa Pomar – Investigadora, bloger, autora do livro “História das Malhas Portuguesas”
Tema:”As meias bordadas dos maiorais ribatejanos: uma técnica antiga recuperada”
Local: Praça da Liberdade, Coruche

* Se as condições meteorológicas não permitirem, o colóquio terá lugar no Auditório do Museu Municipal de Coruche

10 DE OUTUBRO

23H00 – “Da Horta…with love”- Espetáculo de animação e performance multimédia (tirar o ponto final)
Local: Centro de Exposições

De 26 de setembro a 11 de outubro

Espaço Malhas – Galeria do Mercado Municipal de Coruche
aberto de segunda a sábado 10h30 / 12h00 – 15h00 / 17h30; domingo 15h00 /17h30
30 de setembro – Sessão com artesã Lurdes Sousa – Tecelagem em tear
7 de outubro – Sessão com a artesã Leonor Costa – execução das tradicionais meias de campino
De 25 a 28 de setembro – os artistas gonçaloMAR e RAM estarão a trabalhar uma pintura mural – técnica mista (acrílico/tinta plástica) designada “Vigilantes”, intervindo no edifício inacabado na Rua Júlio Maria de Sousa. Produção a ser acompanhada pelo público.

Dia 11 – 19h30 – “Quercus Carbonis” de IPU COLLECTIVE – incineração da obra a concurso como uma componente fundamental ao conteúdo do projeto (instalação artística localizada no ponto 4 do percurso

Ateliês – Durante a semana decorrerão visitas com a comunidade educativa (3-5 anos) ao espaço “Vestida de Lobeira”.

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